CÂMARA MUNICIPAL DESCALVADO

Do Estado de São Paulo

Vaguinho defende multa contra desperdício de água

O vereador Vagner Basto (Republicanos) defende que a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH) fiscalize e multe residências que apresentem consumo excessivo de água durante o período de estiagem.

“A falta de chuvas tem imposto desafios a diversos municípios, visto que é a estiagem mais preocupante dos últimos anos. Cidades vizinhas já operam com sistema de racionamento de água, como é o caso de Santa Cruz das Palmeiras”, aponta.

“A SEMARH já emitiu alerta de emergência hídrica, no período de junho a setembro, para o sistema de abastecimento de água do Município. O alerta foca no principal sistema de captação da cidade e envolve a nascente que abastece as represas Rosário e Calmon, responsáveis por cerca de 60% do abastecimento de água de Descalvado”.

Primeira Vez

De acordo com ele, “é a primeira vez que a Secretaria emite um alerta desta natureza, e a previsão é consistente com a de outros municípios que também sentem os efeitos da crise hídrica imposta pela falta de chuvas”.

Vaguinho lembra que “há cerca de quatro anos, um esquema especial foi implantado para reforçar o abastecimento de água das represas Calmon e Rosário e, não fosse esse sistema suplementar, a situação do abastecimento de água seria ainda mais preocupante”.

Para ele, “as medidas de conscientização, muitas vezes, não são suficientes e apenas a estipulação de sanções ou multas são capazes de coibir o consumo excessivo e o desperdício de água”.

Município Sustentável

Vaguinho sugere ao Executivo a elaboração de um planejamento para o desenvolvimento sustentável de Descalvado.

“De maneira simples, o conceito de desenvolvimento sustentável é aquele capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender às necessidades das futuras gerações, ou seja, é o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro”, explica.

“Para ser sustentável, a administração da cidade deve considerar três pilares: responsabilidade ambiental, economia sustentável e vitalidade cultural”.

O parlamentar afirma que “uma cidade para ser considerada sustentável precisa destinar corretamente e reaproveitar resíduos sólidos; oferecer água de qualidade sem esgotar mananciais; reaproveitar a água da chuva; criar e utilizar de fontes de energia renováveis; ofertar transporte alternativo e de qualidade para a população e garantir opções de cultura e lazer”.