Nossa História


Sobre Descalvado


desc

Vamos conhecer agora um pouco da história de Descalvado, contada pela Professora Soraya Maria Bortoletto Martins e revisão de Luiz Carlindo Arruda Kastein:

“Há muito tempo atrás, início do século XIX, próximo ao ano de 1.800, algumas famílias vindas de outros estados, armaram suas tendas em terras do sertão araraquarense. Aí ficaram e mais tarde essas terras constituíram-se em fazendas como Grama, Nova, Caridade e Areia, onde hoje está localizada nossa cidade. Espalhados por esse sertão, viviam índios caingangues da tribos dos Jês, que fugiram logo após a invasão dessas famílias.

No ano de 1.820, para cá vieram José Ferreira da Silva e Tomé Manoel Ferreira, que em companhia de outros ampliaram o nosso futuro Município.

José Ferreira da Silva, cumprindo um voto religioso, mandou construir uma pequena capela, sob invocação de Nossa Senhora do Belém. Esta foi inaugurada a 8 de setembro de 1.832, onde hoje se acha localizada a Igreja Matriz, que já passou por várias reformas desde a sua inauguração. Esta data entrou para nossa história como “Dia do Aniversário da Cidade”.

Mais tarde, em 1.842, José Ferreira da Silva e sua mulher, Florência Maria de Jesus doaram lotes de terras para quem quisesse construir e habitar, ao redor da capela.

E, foi assim que vagarosamente o povoado começou a nascer…
Em 22 de abril de 1.865, foi elevado à categoria de Vila do Belém do Descalvado quando foi eleita nossa primeira Câmara Municipal e em 1.873 foi criada a Comarca.

Foi motivo de festa a chegada da Imagem de Nossa Senhora do Belém a Descalvado. Ela foi trazida de Rio Claro em um carro-de-bois que pertencia ao Capitão Benvindo Gonçalves Franco, conduzido pelo preto Estevão, seu escravo.

Outro fato histórico importante foi a visita do Imperador D. Pedro II e sua esposa, a Imperatriz Tereza Cristina, a Descalvado, no ano de 1.886. Uma menina chamada Maria Grassi saudou os Imperadores, que chegaram às nossas terras por via férrea (Companhia Paulista de Linhas Férreas e Fluviais), inaugurada em 1.882.

Após essa visita, o cidadão José Elias de Toledo Lima recebeu o título de Barão do Descalvado.

Nessa época o cultivo nas terras de Descalvado era principalmente café e fumo. Foi também nesse período, construído o ramal férreo que ligou a sede urbana às estações do Salto do Pântano e da Aurora, por onde se embarcava o café.

Em 1.889, a então Vila passou à cidade, e a 26 de dezembro de 1.908, finalmente teve seu nome simplificado para Descalvado.
Descalvado vem do nome de um morro, o Morro do Descalvado, situado próximo ao limite com Analândia e que teve grande importância para os primeiros povoadores, pois lhes servia como ponto de referência. Embora com muita vegetação ao seu redor, esse morro era calvo ou escalvado (sem vegetação) em seu topo.

No ano de 1.924 uma rodovia de terra ligou nosso Município aos de Porto Ferreira e São Carlos, hoje com novo trajeto e totalmente asfaltada recebe o nome de Rodovia Dr. Paulo Lauro, em homenagem ao único descalvadense que foi Deputado Federal e Prefeito da Capital do Estado.

O Município possui várias escolas espalhadas pelas zonas rural e urbana, sendo a mais antiga a Escola Coronel Tobias, criada em 1.903.
Descalvado foi um grande produtor de café e fumo e viveu também uma curta fase industrial (fiação e tecelagem). A partir da decadência dessas atividades, Descalvado dedicou-se à avicultura, tornando-se a “Capital do Frango de Corte”.

Hoje, Descalvado conta com diversas atividades agropecuárias como, cana-de-açúcar, citricultura, milho, soja, café, pecuária leiteira, etc… e atividades industriais, destacando-se: a mineral, de doces caseiros, de implementos avícolas e agrícolas, de metalurgia, de rações para avicultura e pecuária, cerâmicas artísticas e outras.

Assim a cidade nasceu e começou a crescer, graças ao trabalho de muita gente, que, vinda, até de outros países, principalmente da Itália, tornaram-se brasileiras. Descalvado continua hoje crescendo cada vez mais, graças ao trabalho de seus filhos e de muitos outros que aqui escolheram como cidade.

Nossa comunidade apresenta muitas praças, edifícios, clubes, ruas e avenidas modernas, ao lado de construções antigas que relembram seu passado, como por exemplo o Jardim Velho, o prédio da Santa Casa, os Hotéis dos Viajantes e Descalvado, a antiga Estação Ferroviária, etc…